sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

[TEXTO] Acabo em nada


        Esfarelando aos poucos, é assim que eu me sinto. Cada partícula do meu corpo e do meu ser estão se deteriorando.
         Onde havia sonhos alegres recheados de aventuras, hoje carrega o enorme fardo de suportar a dura realidade. A velha vivacidade foi jogada ao vento, em seu lugar a lentidão do esgotamento foi realocado. Cada pontinho de entusiasmo o fogo do desespero destruiu. Velho corpo incrivelmente desenhado, velho espírito perfeitamente revestido, velha mente sonhadoramente mantida, hoje não passam de destroços.

         Me desintegrando, é assim que eu termino? 

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