quinta-feira, 16 de maio de 2013

As lembranças simplesmente chegam

      As palavras já não faziam sentindo, lia e relia a mesma frase pela milésima vez. Colocou o livro de lado pegou a xícara de cafe que estava gelada a um bom tempo, tomou tudo com a vontade que aquilo pudesse lavar e manter a sua alma acordada.
      Deitou na calçada e viu o céu, maldoso que engolia o brilho das estrelas com a sua escuridão.  Fechou os olhos e suplicou para que as lembranças a deixassem em paz, que a nostalgia não fosse maldosa somete hoje com ela. Pedidos esses todos em vão.
       Imagens de momentos já decorados começando a surgir novamente, uma pessoa que chegou do nada como que se precisa apenas da sua companhia agradável, um passa tempo legal e divertido.  Palavras, conversas, brincadeiras, gestos, brigas, saudades, juras, promessas, sonhos, expectativas. O mundo balançou e moveu tudo, tudo fora do lugar. Um sentimento que surgia aos poucos e tomava conta de todo o seu ser, que preferia esconder e manter calado para não assusta-lo e não apavorar a si mesma.
       Maldito seja o orgulho que a impediu de fazer as coisas tantas vezes, maldito ele que roubou o coração dela, maldito esse destino que possibilitou a ela conhece-lo e maldito ele mais uma vez por ser diferente, malditas essas lembranças amargas, maldita a distancia que já levava a imagem dele, apenas um borrão de seu rosto, suas mãos pesadas na dela, o esboço do sorriso caído em desfoque. Tudo rodava de maneira ligeira de mais, já não se lembrava como havia se perdido nisso, como pode chegar a isso.
      As lagrimas descendo quente por seus rosto trazendo as vontades de voltar no tempo e fazer tudo diferente. Abriu os olhos e viu que o céu ainda a observava, talvez não fosse para ser ou ainda não era tempo, pois deixou as coisas desconcertadas.
      Pegou suas coisas e saiu com o gosto amargo das lembranças entaladas em sua garganta.

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